Prémios Barbara Virgínia

O Prémio Bárbara Virginia foi instituído pela Academia Portuguesa de Cinema em 2015 para homenagear mulheres que tenham contribuído de forma notável para o cinema português.

Ao atribuir-lhe o nome de Bárbara Virgínia, relembramos e homenageamos a primeira mulher a realizar um filme de ficção em Portugal em 1946, com apenas 22 anos, tendo sido também declamadora de poesia, actriz de teatro e de cinema, apresentadora de programas de rádio, escritora e assistente de produção.

Solveig Nordlund

Prémio Bárbara Virgínia 2020

Na quinta edição do Prémio Bárbara Virgínia, a Academia Portuguesa de Cinema atribui o galardão a Solveig Nordlund, pelo seu notável trabalho como realizadora, produtora, encenadora e montadora, no âmbito da celebração dos 50 anos do Centro Português de Cinema, cuja fundação acompanhou.

O seu percurso profissional multifacetado está ligado ao cinema, à televisão, à rádio e ao teatro, merecendo destaque as adaptações que tem feito de diversos autores nórdicos, cujos textos traduz e encena.

Solveig Nordlund junta-se assim a nomes maiores do cinema português como Júlia Buisel (script supervisor, anotadora, atriz, realizadora), Teresa Ferreira (colorista), Laura Soveral (atriz) e Leonor Silveira (atriz), distinguidas com o Prémio Bárbara Virgínia nos últimos quatro anos.
A cerimónia de entrega do Prémio decorreu na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, no dia 06 de Fevereiro, seguida da projecção de “Dina e Django”, uma das obras emblemáticas da realizadora.

Sobre Solveig Nordlund:

Nasceu em Estocolmo em 1943, mas cedo saiu do seu país para viver e trabalhar em França, Espanha e Portugal. Estudou Artes e Línguas na Universidade de Estocolmo e Cinema, na Sorbonne, em Paris.

Iniciou a sua carreira como assistente de realização e montagem, tendo trabalhado em vários filmes de realizadores como Manoel de Oliveira, Alberto Seixas Santos, José Fonseca e Costa, António-Pedro Vasconcelos, João Botelho e João César Monteiro. Fez parte do Centro Português de Cinema em filmes como “Pedro Só”, de Alfredo Tropa, ou “Brandos Costumes”, de Alberto Seixas Santos.

Em 1974 lança-se na produção e realização de documentários e séries de ficção, tanto na Suécia como em Portugal, atividade que tem desenvolvido desde então.
Muitos dos seus filmes foram apresentados e premiados em festivais internacionais como Locarno, Roma, Mar del Plata, Roterdão, Montréal, São Paulo, Nova Iorque e Gotemburgo, entre outros.

Como produtora fundou e integrou o Grupo Zero, Torromfilm, Cinequanon e Ambar Filmes.

Desenvolve paralelamente um percurso como encenadora de teatro e pintora.