Convocatória Aberta para Mulheres Cineastas Portuguesas

A Academia Portuguesa de Cinema e a Netflix divulgam as cinco longas-metragens e 11 mulheres cineastas selecionadas no âmbito da Convocatória lançada no passado mês de julho, dirigida a realizadoras, produtoras e guionistas que tenham estado diretamente envolvidas em longas-metragens portuguesas de ficção e/ou documentário.

Os filmes selecionados e as cineastas associadas a cada um deles são:

  • A Metamorfose dos Pássaros”, com Catarina Vasconcelos na realização e Joana Gusmão na produção;
  • Soa”, com Raquel Castro na realização e argumento e Isabel Machado, Joana Ferreira e Sara Serra Simões na produção;
  • Mar”, com Margarida Gil na realização e argumento e Rita Benis como coargumentista;
  • Simon Chama”, com Marta Sousa Ribeiro na realização e Joana Peralta na produção;
  • Desterro”, com realização de Maria Clara Escobar.

Com um total de 31 candidaturas apresentadas, referentes a longas-metragens finalizadas entre 2019 e 2020, ambas as entidades concluem que as expetativas foram superadas e que este é apenas um primeiro passo no caminho de uma maior representatividade e igualdade de oportunidades de mulheres no sector do cinema e audiovisual. A estreia das cinco longas-metragens na Netflix está prevista para 2022, em data a anunciar.

O comité de seleção desta iniciativa foi constituído por Carla Chambel, atriz, formadora e vice-presidente da Academia; Fátima Ribeiro, guionista, professora e realizadora; Isadora Laban, Gestora de Conteúdos da Netflix Portugal e Espanha e Tota Alves, guionista e realizadora.

“A Metamorfose dos Pássaros”

Beatriz e Henrique casaram no dia em que ela fez 21 anos. Henrique, oficial de marinha, passava largas temporadas no mar. Em terra, Beatriz, que aprendeu tudo com a verticalidade das plantas, cuidou das raízes dos 6 filhos. O filho mais velho, Jacinto, é meu pai e sonhava poder um dia ser pássaro. Um dia, subitamente, Beatriz morre. A minha mãe não morreu subitamente, mas morreu quando eu tinha 17 anos. Nesse dia, eu e o meu pai encontramo-nos na perda da mãe e a nossa relação deixou de ser só a de pai e filha.

Catarina Vasconcelos
Realização

Catarina Vasconcelos nasceu em Lisboa em 1986. Licenciou-se na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, após a qual faz uma pós-graduação em Antropologia Visual no ISCTE-IUL. Fez o mestrado no Royal Colle- ge of Art, Londres, Reino Unido, onde o seu projecto final foi a sua primeira curta metragem “Metáfora ou a Tristeza Virada do Avesso” (2014) . O filme teve a sua estreia no festival Cinema du Réel, em Paris, onde lhe foi atribuído o prémio de melhor curta-metragem “Metáfora ou a Tristeza Virada do Avesso” esteve em vários festivais, entre os quais RIDM – Montreal InternationalDocumentary Festival (Best international me- diumlength award), DokLeipzig, Moscow InternationalFilm Festival e Doclisboa. A sua primeira longa docu- mental, “A Metamorfose dos Pássaros” teve a sua estreia mundial na nova secção competitiva, Encounters, da 70a Berlinale, em Fevereiro de 2020 onde ganhou o prémio FIPRESCI da Federação Internacional de Críticos de Cinema. Após a sua estreia o filme tem vindo a integrar as secções competitivas de vários fes- tivais e recebeu, entre outros, o prémio para melhor filme da seccção Zabaltegi-Tabakalera no Festival de Cinema de San Sebastian-Donostia ou o prémio para melhor filme no Kino pavasaris, Lituânia. Neste momento Catarina Vasconcelos prepara a sua primeira longa metragem de ficção, “Pintura Inacabada”. 

Joana Gusmão
Produção

Joana Gusmão estudou Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Concluiu o Mestrado em Text and Performance Studies na Royal Academy of Dramatic Art /King ‘s College em Londres. Frequentou o Mestrado em Desenvolvimento de Projeto Cinematográfico na Escola Superior de Teatro e Cinema do IPL. Em 2017 foi selecionada para o Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística, realizando o curso de Encenação de Teatro com a companhia Third Angel, orientado por Alexander Kelly. Trabalhou como coordenadora de produção na Terratreme filmes entre 2010 a 2013. Continuou a trabalhar como produtora independente e em 2014 fundou com Pedro Fernandes Duarte a produtora independente de cinema Primeira Idade, onde foi uma das produtoras do filme “A Metamorfose dos Pássaros”.  Em 2015, começou a trabalhar com o Festival Doclisboa – Festival internacional de cinema, e desde 2020 faz parte da Direcção do Festival. 

“Soa”

Fala-se de ambiente sonoro, de silêncio e de ruído, de todos os espectros sonoros, do infra ao ultrassom, de frequências e de ritmo. Mas também de ecologia, cidadania, igualdade e políticas urbanas. Da escuta como catalisador para a transformação e dos sons que se inscrevem na vida quotidiana nos nossos lugares. De como a paisagem sonora nos afeta e de como somos, nós mesmos, responsáveis pelo som que geramos.

Raquel Castro
Realização e Argumento

O seu trabalho baseia-se na relação entre som, arte, ambiente e urbanismo e tem vindo a ser desenvolvido em diferentes formatos. É investigadora de paisagens sonoras, realizadora e curadora. Fundadora e diretora do festival de arte sonora Lisboa Soa e do simpósio internacional Invisible Places. É doutorada em Comunicação e Artes pela FCSH-UNL com a tese “Contributos para uma análise da paisagem sonora: som, espaço e identidade acústica”. As suas atividades enquanto investigadora e curadora resultaram em diferentes documentários, como Soundwalkers (2008) e SOA (2020), onde entrevistas, arte e ambientes sonoros se combinam para alargar a consciência sobre som. Em 2021, foi selecionada pela rede europeia de festivais de música Sounds Now para fazer a curadoria da exposição Sound Art in Public Spaces. É investigadora integrada do CICANT / Universidade Lusófona, onde participa em projetos que se debruçam sobre a experiência aural nos territórios urbanos.

Isabel Machado
Produção

Licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Estudou Fotografia e completou o Curso Avançado de Artes Visuais na Escola Maumaus. Desenvolve actualmente o Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento da Universidade de Lisboa, no âmbito do qual desenvolve a tese “Realidade e Ficção – o verso e o reverso da imagem”.
Foi Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Teatro e Cinema entre 2014 e 2019, e em 2017 foi-lhe reconhecido o título de Especialista em Produção pelo Instituto Politécnico de Lisboa.
Participou em várias exposições colectivas de artes visuais em Lisboa, Porto, Berlim, Munique e Edimburgo. Em 2003 fundou com Christine Reeh o Agrupamento Europeu de Interesse Económico ASTERISK Productions onde desenvolveu projectos artísticos e em 2005 fundou com Christine Reeh e Joana Ferreira a empresa C.R.I.M. onde trabalha até hoje como produtora de projectos artísticos e filmes, responsável pelo desenvolvimento, produção, pós-produção, promoção e distribuição.
Desde Janeiro de 2016 faz parte da Direcção da Apordoc – Associação pelo Documentário onde também coordenou o núcleo LisbonDocs de 2016 a 2019 – em parceria com a European Documentary Network.
Em 2018 fez parte do Júri do Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira.

Joana Ferreira
Produção

Com mais de quarenta produções em seu nome, Joana Ferreira tem uma ampla experiência em produção cinematográfica, contando já com várias co-produções internacionais.
Começou a trabalhar em Cinema em 1997, tendo sido directora de produção e directora de projectos na Madragoa Filmes durante sete anos. Como directora de produção trabalhou em várias longas metragens de ficção com inúmeros realizadores, entre os quais se destacam Manoel de Oliveira, João César Monteiro, Paulo Rocha, Raoul Ruiz, Miguel Gomes e Marco Martins.
Em 2005 tornou-se sócia da C.R.I.M. onde é Produtora e Directora Executiva, responsável pelo desenvolvimento, produção, distribuição e promoção de filmes documentais e de ficção, bem como projectos de artes visuais. Produziu vários filmes com reconhecimento internacional, como “ Versailles”, de Carlos Conceição, “ A Vingança de Uma Mulher”, de Rita Azevedo Gomes, “ E Agora? Lembra-me”, de Joaquim Pinto (ao qual foi atribuído o Prémio Especial do Júri, o Prémio FIPRESCI da Crítica Internacional e o Prémio do Júri Júnior no Festival de Locarno), “A Árvore” de André Gil Mata,” A Volta ao Mundo quando tinhas 30 anos” de Aya Koretzky, “Pathos Ethos Logos e Ethos “ de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, “Yoon” de Pedro Neto e Ricardo Falcão, entre outros.
Em 2015 foi reconhecida como uma das mais dinâmicas novas produtoras de cinema na Europa, tendo-lhe sido atribuído o prestigioso título Producer On The Move no Festival de Cannes. É regularmente convidada para fazer parte jurí de festivais como Santa Maria da Feira, Curtas Vila do Conde, Queer Lisboa, Arquitecturas e Córtex.
É desde 2017 vice-presidente da direcção da Associação de Produtores de Cinema Independente.

Sara Serra Simões
Produção

Licenciada em Gestão de Empresas Turísticas pela ESTHE, Pós Graduada em Comunicação de Cultura pela NOVA -FCSH trabalha na área da produção de eventos desde 1998.
Em 2003, começa a desenvolver trabalho na venda e produção de espetáculos, área que tem vindo a desenvolver nas várias agências onde trabalhou.
O seu trabalho foca-se na internacionalização de projectos nacionais como A NAIFA, Dead Combo, Pedro Caldeira Cabral, O GAJO, entre outros; ao desenvolvimento de projectos multidisciplinares como Festival Política ou Lisboa Soa.

“Mar”

“Francisca, uma bela mulher, ex-funcionária da Comissão Europeia, vê-se perante uma vida que não era a que tinha imaginado. O seu único filho partiu em busca de outras realidades e Francisca resolve agarrar uma oportunidade de mudança e embarca no veleiro “À Flor do Mar”.
Os desafios da viagem começam com o resto da tripulação – Pedro, dono do veleiro é um fascinante traficante de arte sacra, Toni um skipper charmant, Lili uma artista de cabaret e Malik é um jovem clandestino africano.
Entre cumplicidades e conflitos a bordo, o espaço torna-se cada vez mais exíguo mas o veleiro vai seguindo a rota dos descobridores Portugueses do séc. XVI. Em alto mar, ocorre a maior traição…

Margarida Gil
Realização e Co-argumento

Maria Margarida Gil Lopes nasceu na Covilhã a 7 de Setembro de 1950. Cineasta portuguesa, licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa, Professora Assistente aposentada da Universidade Nova de Lisboa. Os seus filmes têm sido premiados e estreado nos mais prestigiados festivais de cinema, tais como: Veneza, Locarno, Roma, Mostra de São Paulo, Nova Iorque, Sevilha, Doclisboa, IndieLisboa, Fantasporto, Figueira da Foz, Santa Maria da Feira, entre outros. Em 2005 foi-lhe atribuído o prémio Carreira pelo Roma International Film Festival. Presidente da direcção da APR (Associação Portuguesa de Realizadores) desde 2009 até 2016. Foi casada com João César Monteiro, tendo trabalhado junto deste como actriz e assistente de realização.

Rita Benis
Co-argumento

Argumentista de cinema premiada, trabalha desde 2000 na escrita de argumentos e realização. Colaborou, entre outros, com Teresa Villaverde, Margarida Gil, Jorge Cramez, Inês Oliveira, António Cunha Telles, Vincent Gallo e Catherine Breillat. Investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, bolseira da FCT, encontra-se a concluir o doutoramento sobre o argumento cinematográfico em Manoel de Oliveira. Leccionou Argumento Cinematográfico (FLUL) e História do Cinema (U. Moderna). Co-editou a revista electrónica Falso Movimento – Estudos sobre Escrita e Cinema (editada pela Documenta em 2015). Tem traduzido e publicado diversos textos sobre escrita e cinema.

“Simon Chama”

É a última semana de escola e o Simon não está a estudar para os exames. Os pais divorciaram-se e parecem estar à espera de uma mudança que nunca chega. Simon cansa-se de esperar. E se conseguisse arranjar um bilhete de ida para os EUA? E se fosse possível fazer objectos explodir ao longe? E se o tempo pudesse ser revertido? Ou a liberdade só pode ser encontrada nos filmes?

Marta Sousa Ribeiro
Realização 

Marta Sousa Ribeiro nasceu em 1992 (Lisboa). Em 2011 interrompeu o curso de cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema, mais tarde ingressou nos cursos de Desenho e Pintura na Ar.Co e realizou a primeira curta-metragem, AMARELOAZULPRETOAMARELO (Praça Filmes . 2011).

Estudou no European Film College, na Dinamarca (2012 – 2013), onde realizou a segunda curta-metragem, FOUR FLOORS. De volta a Portugal co-realizou, com Joana Peralta, a curta-metragem de animação WHY NOT CIRCLES INSTEAD OF SQUARES? (2013); Foi produtora do especial natal DODU PAPEL DE NATAL, realizado por José Miguel Ribeiro (Praça Filmes . 2014). No mesmo ano co-fundou a produtora de cinema & vídeo VIDEOLOTION, onde produziu, juntamente com o realizador Pedro Cabeleira, a longa metragem VERÃO DANADO (VIDEOLOTION / OPTEC . 2017) – Menção Especial Cineasti del Presente Locarno 2017. Mais à frente realizou o 5o episódio da web-série SUBSOLO (VIDEOLOTION . 2018) para a RTP – Prémio Melhor Série Internacional Carballo Interplay 2020; e co-realizou, com Joana Peralta, o 13o episódio da série de animação infantil CRIAS (VIDEOLOTION / PRAÇA FILMES / JPL FILMES . 2019) – Selecção Oficial Annecy 2019. Foi produtora executiva das instalações-vídeo O JARDIM DOS CAMINHOS QUE SE BIFURCAM (VIDEOLOTION . 2016) – Temps d’Images 2016, e ALEPH (VIDEOLOTION . 2019), ambas obras do autor João Cristóvão Leitão; Produtora Executiva das curtas-metragens ANJO, realizada por Miguel Nunes (VIDEOLOTION . 2018) – Selecção Oficial CPH:DOX 2019, SALSA, realizada por Igor Dimitri (VIDEOLOTION . 2019) – Selecção Oficial IFF Rotterdam 2019 e BECO DO IMAGINÁRIO, realizada por Romano Cassellis (VIDEOLOTION . 2021) – IndieLisboa 2021; Produtora Executiva da longa-metragem documental AMA ROMANTA, realizada por Vasco Bação (VIDEOLOTION . 2019) – Indie Lisboa 2019; Produtora Executiva da web-série documental para a RTP O MEU SANGUE, realizada por Tota Alves e Víctor Ferreira (VIDEOLOTION . 2020), e da web-serie de ficção para a RTP, DOLORES (VIDEOLOTION . 2020), também realizada por Tota Alves. Estreou a sua primeira longa-metragem SIMON CHAMA (VIDEOLOTION . 2020) no Festival Internacional de San Sebastián 2020, projecto que ganhou o prémio Eurimages Lab Project Award em 2018, e que recebeu o prémio de melhor realização para longa-metragem portuguesa no IndieLisboa 2021. Em 2021, juntamente com os sócios Joana Peralta, Tiago Simões e Víctor Ferreira, terminaram o projecto VIDEOLOTION (2014-2021). No mesmo ano produziu, de forma independente, a curta-metragem / vídeo-instalação EM BUSCA DE AVERRÓIS de João Cristóvão Leitão (2021). Actualmente encontra-se, como realizadora, em fase de desenvolvimento da curta-metragem THE ILLUSION OF NA EVERLASTING KISS, em fase de produção de uma longa-metragem (PRAÇA FILMES . 2022) e em fase de pós-produção da curta-metragem FINALMENTE, em regime de co-realização com Joana Cotrim, ambas entre a ficção e o documental.

Joana Peralta
Produção 

Joana Peralta nasceu em Lisboa (1991) e estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema tendo terminado a licenciatura com especialização em Som e Realização de Cinema, após ter feito um intercâmbio na Faculdad de Cine em Buenos Aires.
Foi ao regressar a Portugal que formou a produtora VIDEOLOTION que teve como primeiro projecto cinematográfico, a longa VERÃO DANADO (Pedro Cabeleira – 2017) que acabou por vencer a menção honrosa da secção Cineasti del Presente do Festival de Locarno do mesmo ano, onde desempenhou função de produtora executiva e directora de arte.
Produziu vários projectos de diferentes formatos, destacando-se a série de animação CRIAS, uma co-produção luso-francesa (Praça Filmes (PT) e JPL FILM (FR) que depois de estrear no final do ano de 2019 na RTP, está agora a fazer um percurso internacional, tendo sido já transmitida em vários países como França, Austrália e Filândia. A série esteve presente no Festival de Annecy (França – 2019) e nos Prémios Quirino (Espanha – 2020).
Foi directora de produção das webséries SUBSOLO (2018), O MEU SANGUE (2019) e DOLORES (2020) – as três produções para a RTP LAB. Em cinema, foi produtora dos filmes ANJO (Miguel Nunes – 2018) que estreou no IndieLisboa 2018; AMA ROMANTA – uma utopia que fazia discos (Vasco Bação e Carlos Mendes – 2019) que estreou no IndieLisboa 2019; SALSA (Igor Dimitri – 2020) que teve a sua estreia no Festival Internacional de Roterdão (Holanda – 2020) e tem percorrido diferentes festivais como o Go Short International Short Film – Festival Nijimegen (Holanda – 2020) e Kino Otok Izola Cinema International Film Festival (Eslovénia) e SIMON CHAMA (Marta SousaRibeiro – 2020) que teve estreia mundial no Festival Internacional de San Sebastián (Espanha – 2020) e estreia nacional no IndieLisboa 2021, onde foi premiado com o prémio Melhor Realização para Longa-metragem Portuguesa.
Está neste momento a preparar a sua primeira curta-metragem como realizadora, com o titulo cura #1, produzida pela produtora Take it Easy.

“Desterro”

Uma casa está em chamas. Todas as casas.
Uma viagem resulta em várias viagens e essa é sem regresso.
Muitas mulheres falam. Contam suas histórias.
A perda, a morte e a luta por ser, ao lado dos outros.

Maria Clara Escobar
Realização 

Maria Clara Escobar é realizadora, guionista e poeta. Luso-brasileira, escreveu e realizou a longa-metragem de ficção “Desterro”, que teve sua estreia mundial na Tiger Awards Competition no 49º Festival Internacional de Cinema de Roterdão. Esteve também em festivais como Viennale, Taipei, entre outros.  Antes, realizou o documentário “Os dias com Ele”, premiado no Festival de Tiradentes, no DocLisboa , Cachoeira.Doc, IBAFF – Festival de Cine Internacional de Murcia, e 35º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de Habana. Maria Clara é também consultora de guião e directora de casting.
Em 2019 Maria Clara lançou seu primeiro livro de poemas “Medo, Medo, Medo”, e em 2021 publicou “Um Novo Mar Dentro de Mim” pela Editora Quelônio.

O regulamento da “Convocatória Aberta Para Mulheres Cineastas Portuguesas” pode ser consultado aqui.